Saiba como organizar a rotina de estudos EaD durante a pandemia

Em tempos de isolamento social ocasionado pela crise de saúde do Covid-19, muitas universidades brasileiras tiveram que adequar suas grades curriculares para o ensino a distância (EaD). Apesar da flexibilidade da modalidade, é importante que o estudante organize sua rotina de estudos para cumprir o conteúdo programático.

De acordo com alguns especialistas na área, os estudos no EaD exigem que o aluno seja mais proativo e mantenha a automotivação para não desistir do curso. Por isso a importância de criar a rotina de estudos para facilitar a organização.O Quero Bolsa listou algumas regras essenciais para não perder o foco nas disciplinas online:

1 – Rotina organizada e muita disciplina

O primeiro passo para se organizar, é analisar a agenda de conteúdos do mês, separar os materiais didáticos e verificar quantas aulas e atividades serão realizadas no período. Depois disso, é importante definir dias e horários para se dedicar às tarefas.

2 – Ambiente de estudo

O local é outro fator que deve ser levado em conta nos estudos a distância. Cada estudante tem um ambiente ideal, mas é imprescindível que tenha uma mesa, cadeira e iluminação adequados. E o mais importante, é que esse ambiente seja respeitado pelos demais moradores da casa para que aluno possa se concentrar da melhor maneira possível nas atividades online.

Claro, que isso não deve ser uma regra, mas quanto mais organizado, melhor para desenvolver as tarefas do dia. A prioridade deve ser manter a mente concentrada para as disciplinas do dia.

3 – Evite a procrastinação em demasia

Não são só nos estudos EaD que a procrastinação é um obstáculo, em quarentena por conta do Covid-19, existe uma sensação de inércia. Por isso, para combater esse empecilho de grande parte das pessoas que estão em casa, e sobretudo para quem faz cursos a distância, uma das melhores rotinas é criar as listas de tarefas.

A adiar para o dia seguinte uma atividade pode ser um caminho sem volta, porque a quantidade de conteúdos pode ser extensa e o aluno pode perder o controle das atividades e, inclusive, pode ser difícil completar todas as tarefas.

Portanto, cumprir com os prazos estabelecidos na rotina de estudos ajuda a evitar o acúmulo de leituras, trabalhos e exercícios propostos. Além disso, em períodos de provas, a matéria já estará em dia e só precisará ser revisada.

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4 – Interaja, mesmo que virtualmente

Em meio a pandemia do Covid e dos cursos EaD, o contato físico com professores e colegas de sala é substituído pelo contato digital. Sendo assim, é necessário explorar ao máximo as oportunidades de interação propiciadas pela instituição. O fórum virtual e atendimento online devem ser utilizados sempre, inclusive para tirar todas as dúvidas e conversar com outros colegas.

Participar de eventos, lives e usar a estrutura oferecida pelos polos de apoio, se houver, são outras possibilidades que ainda podem ser aproveitadas.

Coronavírus: qual o perfil do profissional de enfermagem, essencial no combate a Covid-19?

O 12 de maio é considerado o dia internacional da enfermagem. A data foi escolhida em homenagem a mãe da enfermagem moderna, Florence Nightingale. No Brasil, a data foi sancionada em 1974 como homenagem a Ana Néri, outra pioneira da profissão. Neste momento de pandemia causada pela Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), a profissão tem que ser muito celebrada. Esses profissionais estão na linha de frente, minimizando os danos causados pela infecção do vírus.

Nesta data, o Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudo e vagas no ensino superior, fez um levantamento de qual o perfil do profissional e do estudante de enfermagem. Para isso, utilizou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisando as contratações de profissionais de carteira assinada com diploma de ensino superior em 2019, e do Censo da Educação Superior de 2018, divulgado pelo Inep.

Profissional de enfermagem é uma mulher, negra, do estado de São Paulo

Segundo os dados das contratações do Caged, em 2019, o estado com maior número de contratações de enfermeiros foi São Paulo, com 15.961. Também foi o com maior saldo (diferença entre contratações e demissões), criando, assim, 2.337 novos postos de trabalho. O salário médio das admissões foi de R$ 3.930,24, o segundo mais alto do Brasil. O primeiro foi do Mato Grosso do Sul, com R$ 5.635,85. O estado com menor salário foi o da Paraíba, com R$ 1.759,72. Lá o número de demissões superou o número de contratações, ocasionando em um fechamento de 77 postos de trabalho. Ele foi um dos três em que aconteceu esse fenômeno, seguido pelo Acre, com fechamento de 3 postos de trabalho e salário médio de R$ 2.375,25, e Goiás, com fechamento de 1 posto de trabalho e salário médio de R$ 2.950,17.

Segundo os dados das contratações de enfermeiros, a maior parte é mulher (83,2%), branca (44,2%), entre 30 e 34 anos (25,31%) e sem ser portador de deficiência (99,6%).

Maioria dos estudantes de enfermagem no Brasil vêm de escolas públicas, mas estudam em instituições privadas

Entre os estudantes de enfermagem, 88,8% estão matriculados em faculdades privadas, de acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2018, do Inep. Entretanto, vieram principalmente de escolas públicas do ensino médio, com taxa de 76,1%. Novamente, a maioria é mulher (83,8%) e sem deficiência (94,7%). Entretanto, quando se fala de etnia, a maior parte é negra (soma de pretos e pardos) com 45,1%. Além disso, a maior parte estuda no turno noturno (49,5%). Poucos têm bolsas de apoio a pesquisa, apenas 0,9%.

O estado com maior número de matriculados é São Paulo, com 63.041. Entre os 10 estados com maior número de estudantes, entram Rio de Janeiro e Ceará, nesse levantamento em comparação ao do Caged. Saem Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.