Coronavírus: qual o perfil do profissional de enfermagem, essencial no combate a Covid-19?

O 12 de maio é considerado o dia internacional da enfermagem. A data foi escolhida em homenagem a mãe da enfermagem moderna, Florence Nightingale. No Brasil, a data foi sancionada em 1974 como homenagem a Ana Néri, outra pioneira da profissão. Neste momento de pandemia causada pela Covid-19 (doença causada pelo novo coronavírus), a profissão tem que ser muito celebrada. Esses profissionais estão na linha de frente, minimizando os danos causados pela infecção do vírus.

Nesta data, o Quero Bolsa, plataforma de bolsas de estudo e vagas no ensino superior, fez um levantamento de qual o perfil do profissional e do estudante de enfermagem. Para isso, utilizou dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), analisando as contratações de profissionais de carteira assinada com diploma de ensino superior em 2019, e do Censo da Educação Superior de 2018, divulgado pelo Inep.

Profissional de enfermagem é uma mulher, negra, do estado de São Paulo

Segundo os dados das contratações do Caged, em 2019, o estado com maior número de contratações de enfermeiros foi São Paulo, com 15.961. Também foi o com maior saldo (diferença entre contratações e demissões), criando, assim, 2.337 novos postos de trabalho. O salário médio das admissões foi de R$ 3.930,24, o segundo mais alto do Brasil. O primeiro foi do Mato Grosso do Sul, com R$ 5.635,85. O estado com menor salário foi o da Paraíba, com R$ 1.759,72. Lá o número de demissões superou o número de contratações, ocasionando em um fechamento de 77 postos de trabalho. Ele foi um dos três em que aconteceu esse fenômeno, seguido pelo Acre, com fechamento de 3 postos de trabalho e salário médio de R$ 2.375,25, e Goiás, com fechamento de 1 posto de trabalho e salário médio de R$ 2.950,17.

Segundo os dados das contratações de enfermeiros, a maior parte é mulher (83,2%), branca (44,2%), entre 30 e 34 anos (25,31%) e sem ser portador de deficiência (99,6%).

Maioria dos estudantes de enfermagem no Brasil vêm de escolas públicas, mas estudam em instituições privadas

Entre os estudantes de enfermagem, 88,8% estão matriculados em faculdades privadas, de acordo com dados do Censo da Educação Superior de 2018, do Inep. Entretanto, vieram principalmente de escolas públicas do ensino médio, com taxa de 76,1%. Novamente, a maioria é mulher (83,8%) e sem deficiência (94,7%). Entretanto, quando se fala de etnia, a maior parte é negra (soma de pretos e pardos) com 45,1%. Além disso, a maior parte estuda no turno noturno (49,5%). Poucos têm bolsas de apoio a pesquisa, apenas 0,9%.

O estado com maior número de matriculados é São Paulo, com 63.041. Entre os 10 estados com maior número de estudantes, entram Rio de Janeiro e Ceará, nesse levantamento em comparação ao do Caged. Saem Mato Grosso do Sul e Santa Catarina.

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